Para o estudioso Charles Peirce, cognições, idéias e homens são, todos, entidades semióticas. É o que chamamos de Pansemiótica do Universo. “o mundo inteiro está permeado de signos, se é que ele não se componha exclusivamente de signos”. Peirce considera que todo fenômeno de que tomamos consciência é um signo, ou seja, é absorvido por nós através de signos. Esses se constituem no objeto de estudo da semiótica.
Tomando por base a teoria de Peirce, o filósofo separou o estudo do signo em três categorias universais: primeiridade, secundidade e terceiridade.
Analisando a primeiridade a partir dos espaços abertos do SESC – onde pode-se encontrar uma grande diversidade de aparelhos multifuncionais para realizar exercícios físicos, é possível perceber que em um primeiro momento, estão sempre relacionados à diversão com dinamismo e movimento, como a atividade de correr, por exemplo.
Já nos espaços fechados como a sala de internet e a de leitura predominam as atividades que necessitam de mais compreensão lógica.
Em relação à secundidade, ambos os espaços remetem à atividades de lazer que proporcionam bem estar e que necessitam de tempo livre para serem realizadas.
A terceiridade nos espaços abertos do SESC entende-se como uma introdução à liberdade e ao companheirismo, pois os espaços abertos servem para que as pessoas interajam entre si. Também lembra aventura e movimento. Já nos espaços fechados, o que denota é a introspecção e a solidão, pois a maioria das atividades que são realizadas são individuais e não compreendem um grupo.
Os signos icônicos presentes nos espaços abertos do SESC consistem, principalmente, em um ambiente que remonta o campo, com muitas árvores e gramado. Ainda nos espaços abertos, podemos relacioná-los ao signo simbólico de ar puro e diversão.
Já nos espaços fechados, o signo icônico é a cadeira e o simbólico, que segue bem claro, é o da quietude.
Por fim, a semiótica peirceana torna-se fundamental nesta análise para a compreensão dos espaços diversificados do SESC sobre a forma com que contribuem para o lazer e o bem estar da população osasquense, com aspectos positivos e negativos, que por ser um novo complexo cultural na cidade, auxilia em sua constante melhoria.











